sábado, 31 de março de 2012

Pensamento do dia


Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.

Salmos 106:1


  ALELUIA! GLÓRIA AO Senhor! Agradeçam de coração ao Senhor porque Ele é bom e o seu amor cuidadoso por nós dura para sempre!

O valor das pequenas coisas



Roque Schneider


Em cada indelicadeza, assassino um pouco aqueles que me amam.

Em cada desatenção, não sou nem educado, nem cristão.
Em cada olhar de desprezo, alguém termina magoado.
Em cada gesto de impaciência, dou uma bofetada invisível nos que convivem comigo.
Em cada perdão que eu negue, vai um pedaço do meu egoísmo.
Em cada ressentimento, revelo meu amor-próprio ferido.
Em cada palavra áspera que digo, perdi alguns pontos no céu.
Em cada omissão que pratico, rasgo uma folha do evangelho.
Em cada esmola que eu nego, um pobre se afasta mais triste.
Em cada oração que não faço, eu peco.
Em cada juízo maldoso, meu lado mesquinho se aflora.
Em cada fofoca que faço, eu peco contra o silêncio.
Em cada pranto que enxugo, eu torno alguém mais feliz.
Em cada ato de fé, eu canto um hino à vida.
Em cada sorriso que espalho, eu planto alguma esperança.
Em cada espinho, que finco, machuco algum coração.
Em cada espinho que arranco, alguém beijará minha mão.
Em cada rosa que oferto, os anjos dizem: Amém!


quarta-feira, 28 de março de 2012

Poesia Matemática



Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.

terça-feira, 27 de março de 2012

Pensamento do dia



"Fale, e eu esquecerei; Ensine-me, e eu poderei lembrar; Envolva-me, e
eu aprenderei."
( Benjamin Franklin )

Provérbios 3:5

"Confie no Senhor de todo o seu coração.
Nunca pense que sua própria capacidade é suficiente para vencer os problemas."

A lagartixa


A professora está dando uma aula de português, no terceiro ano primário:
“O diminutivo se forma com o acréscimo de um sufixo, com inho, zinho, zito et. Por exemplo: rapaz, rapazito, ou rapazinho, ou rapazelho, ou paragote... pedra, pedrinha ou pedrita... casa, casinha ou casia ou casebre...mala, malinha, malazinha, malêta... Há porém, palavras que tem posto menor: Exemplos: Homem - menino; boi - bezerro; galo – pinto; pombo – borracho; árvore – arbusto; rio – regato; vara – virgula; cabeça – capítulo; telha – tecla; roda – rótula, rolha... Entenderam bem? Quem é capaz de dar outro exemplo de diminutivo formado sem sufixo?
- Eu – disse João – Faca – canivete...
- Muito bem. Quem mais sabe dar algum exemplo?
- Eu – disse Pedro – Rato - camondongo...
- Muito bem. Realmente camondondo ou catita, é um rato pequeno.

- E mais ninguém sabe demonstrar com algum exemplo que entendeu bem?
- Eu sei – diz Zelito, o menor da aula, um petiz de oito anos apenas.
- Diga Zelito.
- Jacaré...
- E qual o diminutivo?
- Lagartixa.

(Gargalhada geral)

Dom Antônio de Almeida Lustosa - do livro "No mundo infantil".