sábado, 25 de fevereiro de 2012

Os cegos e o elefante

Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos.
Como seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas os consultavam.

Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre o qual seria o mais sábio.

Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:

- Somos cegos para que possamos ouvir e compreender melhor do que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí brigando como se quisessem ganhar uma competição. Não agüento mais! Vou-me embora.

No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num elefante imenso. Os cegos jamais haviam tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele.

O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou:

- Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar os seus músculos e eles não se movem; parecem paredes...

- Que bobagem! - disse o segundo sábio, tocando na presa do elefante.

- Este animal é pontudo como uma lança, uma arma de guerra...

- Ambos se enganam - retrucou o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. - Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia...

- Vocês estão totalmente alucinados! - gritou o quinto sábio, que mexia as orelhas do elefante.

- Este animal não se parece com nenhum outro. Seus movimentos são ondeantes, como se seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante...

- Vejam só! - Todos vocês, mas todos mesmos estão completamente errados! - irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante.

- Este animal é como uma rocha com uma cordinha presa no corpo. Posso até me pendurar nele.

E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança.

Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:

- Assim os homens se comportam diante da verdade.

Pegam apenas uma parte, pensam que é o todo, e continuam tolos...!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pensamento do dia


"O maior enganado é aquele que engana a si próprio."
( Ralph Waldo Emerson )

Gálatas 1:3


  “Que a paz e a bênção de Deus o Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês”.

Não Perca


Perca a batalha, mas não desistas da guerra.
Perca a coragem, mas não perca a vontade de lutar.
Perca a paciência, mas não perca a sua dignidade e segure-se.
Perca o amigo, mas nunca a amizade.
Perca o medo, mas não a prevenção diante dos perigos.
Perca o sono, mas não a vontade de repousar.
Perca as esperanças, mas não a confiança em Deus.
Perca o bom senso, mas não fique ridículo.
Perca o humor, mas não a vontade de sorrir.
Perca o caminho, mas não a direção da sua vida.
Perca o emprego, mas não a vontade de trabalhar.
Perca o medo de amar, errar é aprender.
Perca o medo de falar, alguém vai te ouvir.
Perca o medo de ser feliz, arrisque-se.
Perca o medo de dizer o que sente, ninguém vai descobrir se você não falar.
Perca a fé, mas nunca a certeza de que Deus existe e é seu amigo sempre.
Perca o rumo de sua vida, mas encontre-se.
Perca um dia de sua vida, mas nunca a sua vida inteira.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

SEXALESCENTES

Por: José Arthur de Oliveira Filho
Recentemente, mais exatamente em meados de outrubro deste ano, foi publicado um artigo de um escritor portugues residente em Macau, onde, ao que me parece, surge pela primeira vez a expressão "sexalescentes";
A partir de então, muito se tem escrito e comentado sobre o tema, que excita as inteligências, sim, mas esconde na essência, sua causalidade.

Vejamos o texto, e depois dele, uma explicação para essa causalidade.

Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, os sexalescentes.
É a geração que rejeita a palavra “sexagenário”, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho.
Que procuraram e encontraram há muito a actividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados… Alguns nem sonham em reformar-se. E os que já se reformaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, falhanços e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar…
Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel destacado.
Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.
Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e reflectiu sobre o que na realidade queria.
Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas…
Mas, cada uma fez o que quis. Reconheçamos que não foi fácil, e no entanto continuam a fazê-lo todos os dias.
Algumas coisas podem dar-se por adquiridas. Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos “sessenta”, homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida.
Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos – mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.
De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflecte, toma nota, e parte para outra…
Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza, mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo… Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo.
Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios… Talvez por alguma secreta… razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século XXI.
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Dizem que o homem tem direito à sua opinião ainda que discordante da unanimidade e do consenso; e eu digo que, não apenas tem este direito mas também o dever de expressá-la.

O que seria do progresso do pensamento se, por cortesia ou educação, evitássemos os desencontros de opinião, ou permanecêssemos calados porque o pensamento da maioria é unânime em torno de questão obviamente equivocada.

Vivemos sim, nós, os sexagenários, numa época diferente daquela de nossos pais.
Gozamos de mais disponibilidade de tempo, oportunidades de lazer, trabalho, ou hobby gratificante.
A expectativa de vida aumentou consideravelmente, embora sua qualidade, nem tanto.

Esta geração de que falamos vive cercada pelo progresso e pela tecnologia, mas não é feliz, e isto porque vive com medo.
Um medo que jaz no subconsciente e começa a surgir, urdindo sua teia corrosiva exatamente quando nos damos conta de que começamos a envelhecer. Este medo é uma paranóia do sentimento que somatiza toda uma gama de enfermidades, do corpo e do comportamento, dali por diante.

Mas, medo de quê?
De encarar o fato de que estamos caminhando inexoravelmente para o fim.
Muitos afirmam não terem medo da morte, e estão certos pois ali nada há a temer, mas ainda assim temem o não saberem quando virá, ou como!

Nem as Religiões e nem as Universidades preparam o homem, racionalmente, para o único fato inderrogável da sua existência que é o seu epílogo.
Assim, de um modo geral, ignoramos o mais essencial de todos os conhecimentos, e isto por andarmos obcecados pelas frivolidades e distrações que a modernidade oferece.

E aqui surgem os sexalescentes, em sua tentativa de fuga hedonista, de uma realidade que o oprime e para a qual não se preparou.

Mas convenhamos, essas frivolidades e distrações não deixam de ser um excepcional paliativo, pois evita-nos confrontar o negrume da noite sem fim; que na verdade poderia ser encarado como o nosso mais almejado prêmio.

Mas essa é uma outra questão, para uma outra hora, pois exige de nós uma maturidade capaz de desprezar as barreiras do preconceito, da superstição e das religiões.
 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pensamento do dia


"Se choras porque não consegues ver o sol, as tuas lágrimas
impedir-te-ão de ver as estrelas."
( Rabindranath Tagore )

Salmos 9:1

"Senhor, eu te louvarei de todo o meu coração!
Anunciarei ao mundo, suas obras maravilhosas."

Como é fácil ser difícil!

Basta se manter afastado dos sentimentos alheios e não dar vazão aos  próprios .

 Não amar, por medo de sofrer.
 Não competir, por medo de perder.
 Não sonhar, por medo de se decepcionar.
 Não se arriscar, por medo de não conseguir.

 Como é fácil ser difícil!
 Não precisamos nos preocupar com telefonemas que precisam ser dados, em dar
 atenção às pessoas que pedem nossa ajuda, com a caridade que é necessário
 praticar, com a desigualdade de condições entre as pessoas.

 Como é fácil ser difícil!
 Basta fingir que somos fortes, inatingíveis, ricos, super ocupados,importantes e que jamais derramamos uma lágrima.

Como é fácil ser difícil!
 Basta passar o resto de nossa existência representando um papel, aparentando  o que não somos.

 Como é fácil ser difícil!
 Basta abrir mão do que existe de melhor na vida.
 Dos valores básicos, vitais, necessários e verdadeiros, como a amizade, o
 carinho, o afeto, a compreensão, a solidariedade, a sensibilidade, a emoção,
 a lealdade, a fé, a confiança, o amor .
 E viver sem esses valores,é muito mais difícil.

Autor desconhecido