terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pensamento do dia

"Saudade é como o murmúrio do vento sussurrando palavras ao coração."
(Marize Martins)

I Jo 4

I João 4

9 - Deus mostrou quanto nos amou, enviando o seu único Filho a este mundo pecaminoso para

 trazer-nos a vida eterna por meio da sua morte.                              

Meu Primeiro Conto



          A casa

          Aquele lugar trazia-lhe muitas recordações. A casa era pequenina, porém, enorme saudade queimava-lhe o peito. Quantos segredos encerravam aquelas paredes?  Recolheu uma lágrima que teimava em escorrer pelo seu rosto. Por que estava ali, naquele lugar que evocava tantas lembranças?
          Esta pergunta não lhe saía da cabeça desde que pegara seu carro e partira para S. James. Fazia muito tempo que para ali não se dirigia. Talvez, querendo fugir de suas amargas lembranças.
       Como fui feliz aqui, pensou alto. Sua voz ecoou através das paredes úmidas e empoeiradas. Fez-se um eco e sua fala replicou na imensidão do silêncio.
                 Ouviu passos. Quem poderia estar ali? Há muito, a casa estava fechada. Desde que se separara de Peter.  Sua voz soou vacilante: Quem está aí? Tem alguém? Não encontrou resposta. Apenas o som de suas próprias palavras.
          Sammy deu alguns passos em direção à porta. Já começava a ficar com receio de que alguém a tivesse seguido.
          O vento soprou  forte.O barulho das folhas se escutava ao longe e seu movimento constante dava-lhe pavor. Foi quando percebeu uma sombra passar pelo hall de entrada. Novamente sua voz se fez ouvir, agora mais firme: Olá! Há alguém? Quem está aí?
Mal se virou, pôde avistá-lo. Que susto! O que você está fazendo aqui?
Perguntou com o rosto totalmente enrubescido.
          Peter a fitou com um olhar expressivo. Após, balbuciou com uma
voz rouca. Quanto tempo, Sammy, como vai?
 Ela gaguejou e respondeu-lhe num sussurro. Eu, eu, eu estou bem. E, você, o que faz aqui?
          Peter se aproximou, saindo da penumbra, e ela viu o quanto ele continuava belo. Creio que viemos pelo mesmo motivo, não?
Sammy, não entendo o por quê  nos afastamos um do outro. Você se foi sem nem ao menos deixar-me explicar o que aconteceu.
Falou, puxando-a para si, e afagando seus cabelos sedosos.
Seus olhos brilhavam e demoradamente fixou os de Sammy que não podia mais conter as lágrimas.
          Os dois se abraçaram e o que se seguiu foi um beijo ardente.
          Um turbilhão de emoções tomou conta deles e por um instante Sammy contemplou aquele rosto cheio de ternura e finalmente, respirou profundamente e então lhe disse:

          Peter, durante todos estes anos confesso que tentei esquecê-lo. Tudo em vão! Retornava aqui, a fim de reviver os momentos  maravilhosos que passamos juntos. Meu amor por você nunca acabou.
Entretanto, já passaram tantos anos. O que importa, agora?

        Minha Princesa! Disse, aconchegando-a em seus braços.
          Eu nunca a esqueci! Desejei de todas as formas e maneiras encontrar-lhe, para contar-lhe tudo, mas você simplesmente sumiu.
Ninguém sabia onde se encontrava. Fiquei louco à sua procura. O que fez do nosso amor?
          Sammy fitava-o e via em seus olhos um sentimento sincero. Mas, então... Quem era aquela  mulher que encontrei com você naquela  estação de trem? Não era sua amante? Fugi decepcionada e jurei nunca mais querer vê-lo na minha frente.
          Minha Querida, pronunciou Peter emocionado.
         Naquele dia, pensei em lhe fazer uma surpresa. Havia recebido um telefonema de minha irmã, Loren, que chegaria de viagem, naquela tarde. Nunca lhe falei dela, pois prometi antes de sua partida, não dizer a ninguém seu paradeiro. Loren sofreu muito nas mãos de seu ex-marido, que a maltratou e após feri-la quase que mortalmente, foi julgado e sentenciado à prisão. Durante todos estes anos, Loren fez-me dizer a todos que estava morta, temendo que Paul descobrisse seu paradeiro e a mandasse matar. Só quando soubemos da sua morte, na prisão é, que a trouxemos de volta. Justamente, naquele dia, Loren chegou e você nos viu juntos. Quando saiu correndo, daquele jeito, senti que a tinha perdido para sempre.
          Sammy ouvia tudo, calada. Apenas se ouvia as batidas descompassadas de seu coração.
          Seus olhos se encontraram repletos de ternura.
         Oh! Querido! Perdoe-me. Fui uma tola, durante todo esse tempo achando que havia me esquecido e estava feliz ao lado daquela mulher.
Beijaram-se mais uma vez, um beijo arrebatador, cheio de paixão.
          E foi assim que aquela casa, abandonada, testemunhou o reencontro de duas vidas que nasceram para o amor.
(Marize Martins)            

domingo, 19 de agosto de 2012

Davi Sacer - O Deus que Surpreende / CD No Caminho do Milagre, Ao Vivo /...

Tamanho GG

Você não tem nada do tamanho GG aí no estoque?

Minha amiga trabalha em um brechó de um hospital, como voluntária.
Certo dia adentrou na loja uma certa senhora bastante obesa, e de cara a minha amiga pensou que não tinha nada na loja na numeração dela.
Se sentiu apreensiva e constrangida naquela situação, vendo a senhora percorrer as araras em busca de algo que minha amiga sabia que ela não encontraria.
Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho das peças de roupas, se sentindo excluída e fazendo a questão sobre o seu sobrepeso vir à tona de forma implícita.
Naquele momento minha amiga orou a Deus e pediu que lhe desse sabedoria para conduzir a situação evitando que a cliente se sentisse excluída ou humilhada na sua autoestima.
Foi quando o esperado aconteceu. A senhora se dirigiu à minha amiga e disse tristinha:
“É... não tem nada grande, não é?
E a minha amiga, sem até aquele momento saber o que diria, simplesmente abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu:
“Quem disse? Claro que tem! Olha só o tamanho desse abraço! - E a abraçou com muito carinho.
A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando:
“Há quanto tempo que ninguém me dava um abraço.”
E chorando, tal qual uma criança a procura de um colo, lhe disse:
“Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava".
E naquele momento, através dos braços calorosos de minha amiga, Deus afagou a alma daquela criatura, tão carente de amor e de carinho.
Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor.
Será que dentro de nós, se procurarmos no nosso baú, lá nas prateleiras da nossa alma, no estoque do nosso coração, também não acharemos algo “grande” que sirva para alguém?

Edward Everett